A Torre de Babel

O meu primo Miguel trabalha na Europa. Ele e um argentino atendem os fregueses de uma gelateria na Alemanha. O supervisor deles é um português, o dono da gelateria é um italiano e os fregueses, obviamente, são alemães. Dentro deste contexto, vocês já podem imaginar como é o trabalho por lá. Meu primo conta que em determinados momentos ele e o português se descobrem falando um com o outro… em italiano!
 
Dentre as muitas histórias que ele contou quando passou seus três meses de férias por aqui, aquela que eu mais gostei foi a da viagem até a França. Aprocheguem-se, puxem uma cadeira, sentem-se e apreciem o "causo". 🙂
 
Ele e o argentino foram encarregados de irem buscar um novo equipamento para a gelateria. Para isso, teriam que viajar até a França. E lá foram eles, sem nunca terem entrado antes naquele país, estavam ambos absolutamente despreparados para um fato básico: os franceses são absolutamente paranóicos quando se trata de defender seu idioma, ou seja, se os aventureiros pensavam em encontrar boa sinalização em inglês, estavam enganados… e muito enganados.
 
Mas tudo correu bem, pelo menos até que eles chegarem em um pedágio. E foi aí que a casa caiu! Havia várias filas, era um pedágio enorme e todas as placas indicativas estavam no bom e velho francês, e só! Os espertos escolheram uma das menores filas e pensaram: "ah bom, a gente paga para a atendente e vai embora".
 
Só um pequeno detalhe colocou o plano deles por água abaixo: não tinha atendente. Eram máquinas! Somente máquinas por lá, com voz gravada dizendo as instruções para fazer o pagamento… EM FRANCÊS!
E a máquina não aceitava dinheiro! Eles tinham entrado em uma fila que só aceitava cartões de pedágio franceses. E por falar em fila, a que estava atrás deles estava aumentando rapidamente…
 
O argentino, esquentado, desceu do carro e começou brigar com a máquina. A gravação pedia o cartão e ele respondia em castelhano, dizendo para "a voz da máquina" que ela não passava de um grande concentrado de adubo orgânico e insinuando que a mãe daquele equipamento praticava atos libidinosos por dinheiro. Meu primo, quando fica nervoso, reage apenas de uma maneira. E lá estava ele, reagindo, ou melhor, rindo até perder o fôlego.
 
Por fim, um francês que estava na já imensa fila atrás deles, ofereceu ajuda. Chamaram o supervisor do pedágio (havia um botão para fazer isso!) e este trouxe um cartão de pedágio, encerrando a questão. Realmente, viver na Torre de Babel tem os seus percalços.
 
Bom, espero que vocês tenham gostado deste causo ocorrido com meu primo. O irmão dele passou por apuros similares, também na França. Mas essa é uma outra história… 😉
 
Anúncios

3 Comentários

Arquivado em Causos

3 Respostas para “A Torre de Babel

  1. Unknown

    "torre de babel" é o nome da sorveteria, né?;o)

  2. rosane

    Hahahahaha.. já ouvi essa história antes..

  3. Sabrina

    Muito legal, Sam! 🙂 O bizarro foi o francês tentar ajudar ao invés de xingar. :-****

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s