A History of Violence

O título do filme "A History of Violence" foi traduzido para o português como "O Anjo da Morte". Uma tradução infeliz, pois o personagem que representaria o anjo da morte é secundário. Todos são secundários no filme, pois a atração principal é mesmo a violência.
 
Um filme brilhante, roteiro baseado em Graphic Novel (excelente) e grandes atuações. Exatamente aquele tipo de filme dividido ao meio, onde a segunda parte busca mostrar o que foi apresentado na primeira, mas sob outra ótica. No caso, temos um filme dividido entre antes e depois da "violência".
 
A história gira em torno de uma família padrão americana, dessas do "american dream". Pai esforçado consegue sustentar sua família com uma lanchonete. Tem esposa dedicada que ajuda trabalhando como advogada. Um filho adolescente e pacifista e uma filhinha de três ou quatro anos no máximo. No início, é retratada a paz e a harmonia daquela família. Coisas banais como a dificuldade do adolescente em tentar evitar briga com o valentão da escola; e a vida sexual do casal, buscando fetiches para se divertirem mais. Enfim… parece uma família de sonho americano tal qual este é "vendido" para o mundo.
 
Então, certo dia, a lanchonete é assaltada. São dois ladrões que roubam e matam sem piedade (já sabemos disso porque é mostrado no início do filme). Eles vão roubar e matar de novo, só que dessa vez não contavam com uma reação por parte da vítima. Para defender uma empregada que ia tomar um balaço na cabeça, Viggo Mortensen (o pai exemplar de família e outrora também o Aragorn de Senhor dos Anéis) reage, tira a arma das mãos de um bandido e fuzila os assaltantes.
 
O homem virá herói americano. A imprensa o assedia, mas ele só quer manter sua vida pacata de sempre. É então que chega na cidade um grupo suspeito: um chefe e dois capangas. Eles começam a "rondar" a família. Parecem ter um interesse especial pelo pai exemplar.
 
A tensão provocada por esse assédio gera mais violência. Máscaras caem e os instintos mais primitivos que fazem parte da natureza humana vêm à tona. Até a forma como o casal faz amor "pós-violência" é diferente. Antes um buscava dar prazer ao outro, agora até isso é apenas um ato egoísta e cheio de rancor. Uma cena brilhante.
 
Um dos filmes mais provocantes e perturbadores do ano. Dá muito o que pensar.
 
Abraços;
Samael
 

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