PLOC!

Quando eu descobri que a Lisa jamais tinha assistido ao filme Blade Runner – O Caçador de Androides, tomei a iniciativa de baixá-lo em Divx para que ela pudesse conferir "um dos maiores cults dos anos 80…". Fizemos até uma sessão de cinema especial, com pipoca e caipirinha para brindar o momento solene. E vimos o filme… Resultado: passei a maior vergonha!

Na minha memória, Blade Runner era uma obra sensível, ambientada num futuro sombrio, com grandes atuações e um roteiro magnífico. Já no filme tal como ele é, o Harrison Ford ainda está com cara de moleque, mas atua como se fosse um detetive durão e empedernido desses de filmes noir. Só a cara que ele faz quando tenta dar um risinho irônico, com a boca cheia de hambúrguer, já serve para acabar com qualquer ilusão de seriedade. O filme, como já disse, é ambientado no futuro, mas os figurinistas deviam estar tão encantados com a moda oitentista que imaginaram que ela não mudaria mais! Assim, além de diversas cabeleiras esquisitonas, ainda temos que encarar aquelas roupas "Deus nos acuda".

Observo que a moda dos anos 70, hoje em dia, é uma curiosidade, já a dos anos 80 é simplesmente ridícula. O que dizer do carinha de De Volta para o Futuro? Ele tira o seu terno bonitinho dos anos 50 para vestir uma jaqueta estofada e sem mangas, alegando que não queria pagar mico na sua época! Realmente! Tirar um terno que hoje em dia todo usaria para se fantasiar de batata recheada!

De um modo geral, os grandes filmes de ficção dos anos 80 não devem ser revisitados. Por exemplo, a saga de Starwars, cuja propaganda do Nescau apareceu na minha cidade antes do filme chegar na TV (não existia cinema nas terras bentansas). Ora, a trilogia original é um absurdo e fica evidente que o roteirista bebia demais. A única coisa louvável é que os figurinistas conseguiram imaginar para a princesa Léia um cabelo pior que os dos anos 80.

Por tudo isso, eu até tinha pensado em assistir de novo Jornada nas Estrelas, mas achei melhor parar por aqui.

A realidade é que Hercule Poirot sempre teve razão. Quando Hastings está todo saudosista, relembrando os bons tempos em que encontrou o belga na mansão Styles, Poirot o corta com a realidade: "Que bons tempos, mon ami? Você estava voltando ferido da guerra e eu era um refugiado numa terra estranha…"

Eu voltei meu olhar para os anos 80 e – PLOC! –  eles estouraram na minha cara!

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Entretenimento

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s