Contrabanquistas no elevador

Lá estava eu, entrando no elevador de uma das galerias centrais aqui de Florianópolis, quando de repente entraram comigo dois sujeitos engravatados. Antigamente, meu primeiro palpite sherlockholmiano seria: "Mórmons!". Contudo, sabe-se que, hoje em dia, você chuta uma pedra qualquer e logo saem de baixo dela vários desses sujeitos engomadinhos, todos com carteirinha da OAB na mão.

O primeiro advogado disse para o colega:

– Olha só o livro que eu comprei!

O colega e eu, metendo o nariz no meio, olhamos imediatamente para o livro. O nome do dito cujo era Contra-Banco e a felicidade daqueles dois no elevador me comoveu.

"Blá, blá, blá, o autor é um gênio! Blá, blá, Blá, tudo sobre processo bancário…".

Gente, antes que alguém se entusiasme e queira virar um contrabanquista, deixa eu explicar uma coisa: sabem aquelas Bíblias de capa-dura das Edições Paulinas? Se juntar quatro dessas Bíblias ainda não chega na espessura do livro que o advogado tinha nas mãos.

Minha amiga Fran ainda me pergunta quando eu vou fazer Direito! Ora, señorita, eu já faço academia, portanto não preciso carregar um livro de quinze quilos por aí afora. Imagine, poderiam até me prender por andar armado! De todo o modo, fica registrada a minha admiração: apenas um advogado para se sentir no paraíso tendo pela frente quatro mil páginas de leitura chata. Sinceramente, eu teria uma congestão cerebral antes da metade.

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