O Causo da Onda Esquisita

Aproveitando o último dia de férias, Lisa me incumbiu de planejar um passeio. Eu tinha várias opções. A primeira que me passou pela cabeça foi uma visita à praia de Pântano do Sul, onde é possível caminhar pela areia e encontrar até estrelas-do-mar e outras coisas exóticas. Porém, e se chovesse?

Pensei então em ir para o meio caminho da Serra, comprar mel num lugar chamado Angelina. Porém, era viagem de quase uma hora e só tínhamos meio turno para o passeio. Foi aí que decidi por visitar Jurerê, uma praia do norte da ilha, local do nosso casório.

O meio-turno logo se transformou em um quarto, devido ao sol forte e calor insuportável. Simplesmente não dava para sair de casa após o meio-dia. Decidimos sestear e sair após a metade da tarde.

No primeiro momento, achamos que tínhamos feito um bom negócio, pois nuvens encombriram o sol e um vento refrescante começou a soprar. No entanto, já quase chegando a Jurerê, percebemos que as nuvens estavam pretas, nem cinza mais elas eram! Uma massa da água gigantesca suspensa sobre nossas cabeças, e quanto aquele vento refrescante… bem:

– Sam, tem um monte de folhas secas nos ultrapassando.

E eu, achando que a Lisa estava novamente de sacanagem com o Brisa Negra, porque ele tem motor 1.0:

– Imagina! Nós estamos a 80 km por hora! Se têm folhas passando a gente, chama o guarda pra multar!

Nisso, uma tampa de plástico atingiu violentamente o carro e os primeiros pingos de água começaram a cair. Nos abrigamos no Trilegal, uma lancheria macanuda que tem lá em Canasvieras e esperamos a tormenta passar, comendo isca de peixe e tomando limonada. Nem chegou a chover muito, mas, observando as nuvens que estavam carregadas mais para o leste e sul da ilha, não pude deixar de comentar com a Lisa:

– Vamos ficar de olho naquele gordinho ali na praia, se ele correr para as montanhas, vamos seguindo ele antes do tsunami chegar.

E foi só isso, voltamos para casa numa boa.

No dia seguinte… Vocês lembram para onde eu queria ir em primeiro lugar, né? Pois então, imaginem minha cara ao ver o Jornal do Almoço e ficar sabendo que os ventos chegaram mesmo aos 110Km por hora! Fui ultrapassado pór um bando de folhas secas!

Já lá no Pântano do Sul, uma Freak Wave resolveu invadir a praia onde eu me imaginei passeando com a Lisa! Sim, uma onda gigante invadiu a praia e levou os barcos para o lugar aonde eu estaciono o meu carro quando lá. Imaginem a minha cara vendo isso:

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=2&contentID=86746&channel=47

É, meus amigos, Floripa é uma ilha muito mais perigosa do que a de Lost.

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