Cadê o Drácula, pô?

O jogo Castlevania é um ícone da indústria que mais fatura em todo o mundo do entretenimento. Sim, jogos de videogame rendem mais dinheiro que filmes de Holywood e não é à toa, pois a qualidade apresentada hoje em dia já deixa muito filme no chinelo.

Castlevania, como eu ia dizendo antes de perder o fio da meada, é um ícone, criado em 1986 por japoneses abstêmios. A trama sempre envolve alguém da família Belmont, famosos caçadores de vampiros, que, de alguma forma, precisam vencer as forças do mal. No título original, de 1986, chamado do Japão de “Castelo Assombrado do Drácula”, você percorria imensas fases dentro de corredores e catacumbas pixeladas até chegar ao chefão dos vampiros.

Bom, mas como eu disse no primeiro parágrafo, (viram? Eu não perdi o fio da meada, apenas preparei o terreno! Causa-me espécie que vocês tenham, por um minuto que seja, acreditado que eu estava fora do controle do meu próprio texto…) os videogames de hoje proporcionam uma qualidade igual ou superior a experiência no cinema, assim, a longa saga de Castlevania foi atualizada, com um título que retornou a Idade Média para contar a aventura do primeiro Belmont, Gabriel, e de sua luta contra as forças do mal.

E lá fui eu jogar Castlevania, Lords of Shadow!

SPOILERS

Gabriel Belmont é um dos membros da Irmandade da Luz e perdeu sua esposa recentemente. Um irmão-guerreiro mais velho, Zolbek, o informa que existe um artefato mágico, a Máscara de Deus, que, se obtido, pode fazer com que Marie retorne a vida. Acontece que a Máscara foi quebrada em três partes e cada uma dessas partes está em poder de um Lorde da Sombra.

Aí começa a sutileza da trama! Acontece que os três Lordes são, na verdade, os fundadores da Irmandade da Luz. No intuito de protegerem o mundo de uma possível invasão infernal comandada por Lucífer, eles obtiveram e partiram a Máscara em três partes. Porém, o imenso poder do artefato acabou corrompendo os três. Enquanto que a parte pura de suas almas foi ascendida aos céus, a parte negra ficou na terra e eles tocaram o terror pelos quatro cantos.

Lá fui eu, na pele de Gabriel Belmont, certo de que o chefão final era Drácula. Porém, antes eu tive que ir pela terra dos Lobisomens e acabei enfrantando o Dark Lord licantropo. Eu acho um absurdo isso de colocar sempre o lobisomen abaixo do vampiro, mas, enfim, dei cabo do cachorrão vitaminado, peguei uma parte da Máscara e fui a caminho e já para o próximo desafio.

Eram os vampiros. Estranhei, pois se eu iria enfrentar o Drácula logo na segunda fase, que outro mal pior me aguardaria na última etapa? Gente, foi complicado! Os vampiros estavam enquartelados no maior castelo que eu já vi em toda a minha vida. E eu indo atrás do chefão deles, até que, perto do fim, um vampiro me avisou: “Você provocou a ira de nossa rainha, ela virá atrás de você…”

ELA? Drácula, mas até tu? Já te inscreveste no BBB?

No fim, não era o Drácula, era uma Rainha Vampira numa roupa absurdamente decotada. Deu até pena de matar a coitada. Ah! Se a minha esposa aceitasse a minha ideia de montar uma harém!

A terceira fase foi no Reino dos Mortos, enfrentando o Lorde das Sombras Necromante. Zumbis…

Para chegar vivo na terra dos mortos, tive que negociar com uma bruxa louca, que me avisou que todos estavam sendo manipulados pelo Rei dos Anjos.

Não sei se dá para matar zumbis, uma vez que eles já estão mortos, mas deixemos essas picuinhas de lado. O que importa é que, após mil e uma dificuldades, cheguei a Arena Final! Dei cabo do Necromante, recuperei a última parte da Mascara e, então, ELE apareceu…

Ele, Zolbek, o traidor! O cara me manipulou o tempo todo e me fez lembrar de um pequeno detalhe que ele havia obscurecido em minha mente: quem matou minha esposa fui eu mesmo!

Zolbek tomou a máscara de mim, eu estava catatônico com a revelação e sequer considerei a hipótese de lutar. Desde o início da saga, fui coletando itens e mais itens de magia negra, sempre guiado por Zolbek. Fui me tornando uma máquina de matar fria e sanguinária, tudo isso achando que era para trazer de volta a mulher que eu mesmo havia decepado a cabeça com um machadão. Zolbek ia se dando bem, mas então surgiu uma Voz vinda de Baixo e ELE apareceu…

Ele, Lucífer, o Rei dos Anjos! Aquele que estava por trás de tudo.

A Máscara permite trazer alguém de volta dos céus, mas é, claro, um caminho de mão-dupla: se alguém pode sair, alguém também pode entrar… E Lucífer estava muito ansioso para voltar ao Paraíso e acertar umas contas com seu Criador.

Zolbek não deu nem para o cheiro! Pegou fogo de imediato e sumiu de vista. Restava, entre Lucífer e o paraíso, EU!

Foi uma luta difícil. Antes de eu entender o que era necessário para derrotar o Veneno de Deus, passei quase meia hora lutando em vão, sem sequer arranhar a barra de vida do vilão-número-um. Finalmente, consegui mandar o capeta de volta para o andar de baixo e fiquei com a Máscara.

Nesse ponto, minha falecida esposa surgiu na forma de um Fantasma e levou a Máscara para o Céu, seu lugar de direito. Fiquei na terra, desolado, implorando pelo seu perdão e condenado por meus crimes a nunca mais poder entrar no Paraíso. Pior, como eu também não seria bem-vindo nem mesmo no Inferno, fui “condenado” a imortalidade na Terra.

Epílogo. Nosso dias. Um monge encapuzado entra numa Igreja abandonada. Quebra selos místicos, eleva-se no ar até a abobada superior e finalmente encontra a pessoa que veio procurar. O encapuzado revela sua face… É Zolbek!

– Então foi aqui que você veio se esconder? – ele fala para mim, que estou sentado em um trono desses de bispos de igreja, envolto em sombras.

Eu não respondo nada. Ele prossegue:

– As forças do Mal novamente se reúnem. Há boatos de que Lucífer planeja outra investida à Terra. Você precisa me ajudar a detê-lo antes que chegue. Já imaginou o que ele fará conosco se conseguir se libertar, Gabriel?

Ao ouvir esse nome, eu finalmente reajo. Saio das sombras e grito:

– Não me chame por este nome! Eu sou Drácula!

Sim, ele é realmente Drácula. O guerreiro que, lutando em nome de Deus, cometeu os piores crimes. O Amante que está para sempre apartado de seu Amor. O miserável rejeitado pela própria Morte, condenado a vagar pela Terra, sem chance de redenção. Cadê a Stephanie Meyer para aprender como é a história de um vampiro de verdade?

E, enfim, no próximo Castlevania, eu (e todos que quiserem) poderei jogar como Gab… Digo, como Drácula, e defender o mundo da ira de Lucífer. Perfeito!

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1 comentário

Arquivado em Jogos

Uma resposta para “Cadê o Drácula, pô?

  1. jorge luis

    velho , eu gastei muito dinheiro la locadora da minha cidade ,
    haushaus eu tbm demorei pakas pra derrotar lucifer
    bom , eu acho esse enrredo , do lordes das sombras ,
    distorce a verdadeira historia , pq dracula é o ultimo chefão ,
    e agora ter que enfrentar lucifer ate no procimo jogo ,
    mas eu entendi , creio que , nas informações cronologicas da serie,
    o lord of shaldow foi o num ano , digamos que a primeira batalha dos belmonts
    na historia do jogo , o primeiro belmont , veja isso no meu blog amigão :

    http://thecastlevania.blogspot.com/p/castlevania-todas-as-informacoes-em-si.html

    e foi assim que dracula nasceu , dracula não pode entrtar no paraiso e nem no inferno , condenado pela entenidadena terra , e separado da mulher que ama , mas que ele mesmo matou …
    Nossa poderia escrever paginas sobre isso , mas é isso , o lord of shaldow foi na minha opinião , um geito da KONAMI mostrar como nasceu a batalha
    , como nasceu dracula , pq a historia de dracula é a mesma de gabriel , não é ?

    abraços aw , meu e-mail ta ali , espero que responda , se cuida aw brother ….

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