BENTO PARA NÃO-BENTANSOS

BENTO PARA NÃO-BENTANSOS
por Rodnei (Sam) & Lisa
 
1. Onde se hospedar:
 
Existem hotéis para todos os tipos de bolsos. Sugerimos os seguintes:
  • Para quem quiser gastar pouco, sem se meter em frias: Vinocap ou Primavera, ambos no centro da cidade.
  • Hospedagem normal: Dall’Onder, Dall’Onder Vittoria ou Viverone, todos localizados na “Planalto”, região nobre da cidade e também onde fica a via gastronômica.
  • Para bolsos recheados, que querem uma experiência única no Vale dos Vinhedos (não sobra dinheiro para uma segunda): Spa do Vinho, Villa Michelon ou Casa Valduga.
 
 
2. Onde se alimentar:
 
Comida é assunto sério nas terras bentansas. Comida de verdade, sabem? Certa vez, uma amiga vegetariana quase morreu de fome ao visitar a região pela primeira vez. O negócio por lá é a famosa mistura de massas e carne de gado. Na região conhecida como Planalto existem muitas opções de restaurantes e pizzarias (e até um Subway). Vamos destacar os nossos preferidos:
  • Mamma Gema – bom e com grande variedade no cardápio.
  • Sbornea’s – esse é um absurdo! Você não vai conseguir comer tudo o que eles tem de opção no cardápio! Rodízio de panquecas!.
  • Restaurante Manjericão – pratos elaborados para bolsos recheados.
  • Churrascaria Ipiranga – a melhor da cidade.
  • Pizzaria Piacenza – nossa favorita. Muita variedade nos sabores, massa fininha para não empanturrar.
  • Dolce Gusto – essencial para o café da tarde, defronte à Igreja em formato de pipa. Lisa recomenda as quiches. Alias, por que não aproveitar e visitar uma Igreja de formato tão peculiar?
  • Bene Mangiare – se você quiser apenas um buffet ao quilo de confiança e com comida excelente.
  • Cantina Canta Maria – pratos típicos italianos. Porém, convém evitar em feriados, pois fica muito, muito cheia e pode render uma espera prolongada por uma mesa.
  • Cantina Di Paolo – essa é obrigatória, pois trata-se do melhor galeto do país! Ganhou trocentas vezes o prêmio da Quatro Rodas. E a sopa de capeletti é ainda mais especial.
 
Dica: Lisa informa que aquilo que os bentansos chamam de torrada, o resto do país conhece por misto-quente.
 
E eu recomendo uma “carta de vinhos” para escolher algo adequado para acompanhar essa alimentação toda:
  • Talento e Desejo da Salton
  • RAR da Miolo
  • Barbera da Reserva da Cantina
  • Peverella da Salvati & Sirena
  • Elos da Lídio Carraro (todo mundo fala do premiado Malbec/Cabernet, mas minah dica é experimentar o Touriga Nacional/Tannat. pois dúvido que alguém já tenha experimentado um vinho com aroma de jasmim.

 

 
3. Para curtir a noite:
 
  • Botequim São Bento, Bar Queens, House Beer e o Ferrovia Cult são boas opções para um encontro com amigos. Dessas, nossa preferida é a House Beer.
  • Boulevard Classic e Bangalô são os locais onde ocorrem as grandes festas da cidade.
 
4. Onde Ir e O que Conhecer:
 
Obviamente, na terra do Vinho, o que mais se tem para se conhecer são vinícolas. Na hipótese um tanto quanto absurda de alguém que não curta vinho vir a Bento Gonçalves, temos o prazer de informar que a maior parte das vinícolas produz suco de uva integral. Alias, sempre é preciso alguém para ser “o motorista da rodada”, acreditem, será necessário.
 
Se você ficar na cidade apenas UM DIA:
  • Tome o café da manhã mais reforçado que puder. Vai ser necessário…
  • Ainda pela manhã, tipo lá pelas 10:00, vá até a Vinícola Salton. Ela é recente, feita por designers italianos e totalmente pensada para agradar o turista. As lindas pinturas nas paredes representam típicos colonos que, na verdade, são funcionários famosos da empresa. mas o maior atrativo é, se você chegar na época da vindima, a possibilidade de ver as caixas de uva sendo entregues, e a uva ser processada. Tudo isto visto de cima, pois a estrutura para o turista foi feita “pelo alto”, de modo que você vê o engarrafamento todo do vinho. Bem interessante. Na degustação final, não deixe de provar o Talento e o Desejo. Ah, sim, eles tem um vinho licoroso e uma receite de um cálice dele, mais um pedaço de mamão e mais uma bola de sorvete. Delicioso.
  • Saindo da Salton (já com o motorista que não gosta de vinho ao volante), ao invés de voltar para o centro da cidade, continue descendo a RST-470, sob o pretexto de visitar a ponte do Rio das Antas. Ok, vale a pena dar uma olhada na ponte, local onde motociclistas malucos costumavam atravessar pelos arcos! Mas o grande lance está na direita, cerca de um quilômetro antes da dita ponte. A Pousada e Cachaçaria Bucco! Eles fabricam uma aguardente que venceu as mineiras em um concurso de degustação cega. Realmente vale a pena provar a caipira que o guia do local prepara, com orgulho, para o turista.
  • Hora do almoço! Dirija-se ao Vale dos Vinhedos e almoce no Mamma Gema.
  • Visite o Vale dos Vinhedos. Vinícolas para todos os gostos. Grandes como a Miolo e a Casa Valduga. Em estilo nobre como a Cave de Pedra, em estilo mais simples, porém com vinhos premiados, como a Lídio Carraro e a Alma Única. Enfim, se sobrar tempo, tem antiquários, loja de biscoitos e outras de produtos coloniais para conhecer por lá. Ah! Tem também uva que você mesmo colhe debaixo do parreiral. Antes que pense que é coisa de amador, a Casa Brandelli que oferece essa uva tem seu parreiral controlado por um doutorando da UFRGS, que dosa a quantidade água que as uvas recebem, etc.. Enfim, não são só os japoneses que sabem aperfeiçoar frutas.
  •  Enfim, de noite, recomendamos o jantar na Casa Di Paolo. Galeto e, se estiver frio, sopa de capeletti. Nossa, fico com água na boca só de lembrar.
 
Se você ficar na cidade DOIS DIAS:
  • Faça tudo que está escrito no primeiro dia. Talvez você note que não viu tudo o que queria ter visto no Vale dos Vinhedos. Não se sinta envergonhado, pois poucos são os que conseguem passar da quinta vinícola sem começar a chamar Jesus de Genésio. Neste caso, há tempo de voltar lá completar o roteiro.
  • A churrascaria Ipiranga é a dica para um bom almoço “pós-ressaca”.
  • No segundo dia, comece visitando os Caminhos de Pedra. Lá tem poucas vinícolas, mas vale à pena conhecer o atendimento da Salvati & Sirena. As demais casas são temáticas, então você poderá escolher ou conhecer todas: Casa da Ovelha, Casa do Tomate e da Gasosa (não perca o sorvete de tomate! Ah! E a apresentação tipicamente italiana da senhora dona do local é muito boa. Nada como ver gente que tem orgulho do que faz), Casa das Pequenas Frutas, Casa do Artesanato, Casa do Tecelão, Casa da Erva-Mate (muito interessante um moinho antigo que prepara a erva na base da roda da água).
  • Jante no Canta Maria.
 
Se você ficar na cidade TRÊS DIAS:
  • O passeio de Maria Fumaça pode ser incluído neste terceiro dia.
  • A vinícola Aurora e seu túnel que cruza por baixo da avenida é um relativamente no centro da cidade que vale a pena conhecer.
  • De noite, lanches leves na House Beer podem ser uma boa ideia. Mas, se você AINDA não enjoou de vinho, visite o Sbornea’s.
5. Coisas de Cidade Grande
Por fim, ao lado de Bento Gonçalves, existe Caxias do Sul, uma cidade do tamanho de Florianópolis. Quem quiser mais agitação pode escapar da terra do vinho e ir visitar os shoppings Iguatemi Caxias (grande) e São Pelegrino (elegante). Se optarem pelo São Pelegrino, ao lado do centro caxiense, não deixem de conhecer a Igreja de São Pelegrino, uma obra-prima.
 
Espero que esse fabuloso guia tenha ficado prático e seja de grande utilidade para todos os que se aventurarem pelas prósperas e queridas terras bentansas! 😉
 
Produzido em Julho de 2012
 
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